O Coração

13 11 2009

Perceber o funcionamento do coração é algo de bastante complexo. O coração é um músculo oco e de dimensões idênticas ao de uma mão fechada, cuja função é bombear o sangue, obrigando-o a circular dentro dele e por todo o corpo. Está rodeado pelo pericárdio, do qual o separa uma camada de líquido lubrificante. A parede do músculo é mais espessa no ventrículo esquerdo, que é o que realiza o trabalho mais duro. Na superfície do coração vêem-se as artérias coronárias, que fornecem sangue oxigenado ao músculo cardíaco.

 

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Sangue e aparelho circulatório

13 11 2009

Aparelho circulatório

O sistema circulatório é constituído pelo coração e pelos vasos sanguíneos. O sangue circula à volta do corpo, dentro de artérias que transportam o sangue proveniente do coração, e em veias que trazem o sangue de retorno ao coração.

Função do aparelho circulatório

A função do aparelho circulatório é a de distribuir o sangue, consoante as necessidades de nutrição e oxigenação, a todas as partes do corpo, isto é, a todas as células durante toda a vida.O sangue leva oxigénio e nutrientes aos tecidos, recebendo em troca os produtos do metabolismo celular, dióxido de carbono e outros detritos nocivos, circulando através de uma rede de canais flexíveis chamados vasos sanguíneos. Há três tipos de vasos – artérias, capilares e veias.

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Aparelho respiratório e ventilação

12 11 2009

Ao iniciar-se o estudo dos métodos de reanimação e para que eles se possam aplicar com bons resultados para a vítima, será necessário conhecer-se o aparelho respiratório e o seu funcionamento.

Vias respiratórias

Quando ventilamos, o ar é inspirado pelo nariz ou pela boca, passa na faringe, na laringe e canalizado por uma via aérea principal, a traqueia, que se divide em dois grandes brônquios, um direito e outro esquerdo. Estes ramificam-se em bronquíolos, vias mais estreitas, que por sua vez se ramificam até chegar aos alvéolos pulmonares onde se efectuam as trocas entre o sangue e o ar – hematose. Os alvéolos são pequenos sacos muito numerosos, constituindo uma grande área de trocas gasosas, cujas paredes são muito finas e atapetados de capilares sanguíneos.

Função da respiração

A função da respiração é, por um lado, transferir oxigénio do ar para os pulmões (ventilação) onde o sangue vai busca-lo e o faz circular por todo o corpo e, por outro, expelir o dióxido de carbono resultante do metabolismo celular.

O ar

O ar é uma mistura de gases existentes na troposfera terrestre constituído por cerca de 21% de oxigénio. Só 5% do oxigénio é usado na respiração, pelo que, quando expiramos, expelimos 16% juntamente com uma pequena quantidade de dióxido de carbono. Assim, a percentagem de oxigénio expirado pode servir para reanimar outra pessoa. Numa pessoa inconsciente o mecanismo de protecção que evita a aspiração de alimentos sólidos e líquidos, separando as vias respiratórias das digestivas, funciona pior e a sua ineficácia aumenta à medida que a inconsciência se vai tornando mais profunda.

  • Para impedir que a comida seja inalada, a epiglote cobre a entrada da traqueia e a comida passa para o esófago.

aparelho respiratorio

O ciclo respiratório

A ventilação compõe-se de três fases: entrada de ar (inspiração), saída de ar (expiração) e pausa.

Quando inspiramos os músculos do peito empurram as costelas, permitindo que o tórax se dilate para fora e para cima. O diafragma, um musculo forte que separa a cavidade torácica da abdominal, contrai-se e fica na posição horizontal, aumentando a capacidade do tórax. Esta acção combinada faz com que o ar seja inspirado para o interior dos pulmões e se efectue a troca gasosa.

Quando expiramos o diafragma e os músculos do peito relaxam e retomam a sua posição de descanso. Segue-se uma pequena pausa até o ciclo recomeçar novamente.

Durante a ventilação normal fica, nos pulmões, um resíduo de ar – ar residual – para que a circulação tenha sempre algum oxigénio disponível.

Um centro respiratório no cérebro determina o ritmo e a profundidade da ventilação: o adulto médio ventila, normalmente, de 16 a 18 vezes por minuto, e as crianças de 20 a 30 vezes por minuto. Este ritmo aumenta por vezes em períodos de stress, exercício, ferimentos, ou doença.





7 11 2009

-Emergência médica, boa tarde.

-Mande-me uma ambulância rápida! O meu vizinho acabou de desmaiar e está ficar roxo!

-Ele respira?

-Acho que não. Depressa! Querem deixar o homem morrer?

-A ambulância vai já a caminho, bem como a equipa médica. Quer fazer alguma coisa para ajudar a salvar o seu vizinho? Sabe fazer suporte básico de vida? 

-Eu já lhe disse que o que quero é uma ambulância…

 

Quando surge uma paragem cardíaca e/ou respiratória as hipóteses de sobrevivência para a vítima variam em função do tempo de intervenção. A chegada de um meio de socorro ao local, ainda que muito rápida pode demorar tanto como 6 minutos tendo as hipóteses de sobrevivência da vítima caído de 98% para 11%. É assim essencial que quem presencie uma situação de emergência saiba actuar adequadamente. Em condições ideais, todo o cidadão devia estar preparado para saber fazer “Suporte Básico de Vida”.

Depois de definirmos os nossos objectivos com este projecto e de já sabermos quais as características que um socorrista deve apresentar, de hoje em diante, e até ao final do 1º Período,  procederemos à publicação de informação relativa ao primeiro fórum: “Workshop de Socorrismo”.

Os próximos posts explicam, quer o funcionamento do corpo, quer algumas técnicas a utilizar para socorrer adequadamente uma vítima numa situação de emergência.








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