Hipotermia

9 12 2009

Este tipo de situação surge quando a temperatura corporal baixa dos 35 ºC e, se baixar dos 26 ºC, a recuperação é improvável. Nestes casos, é necessário um termómetro próprio para proceder as medições.

Situações propícias:

            A hipotermia ocorre quando a temperatura ambiente é muito baixa, especialmente se o frio é acompanhado por chuva, neve, humidade, imersão em mares, lagos ou rios frios e, mesmo rajadas de vento. É condicionada pela falta de preparação física, desidratação, fadiga e fome, afectando, portanto, mais facilmente pessoas magras.

Métodos de prevenção:

  • Proteger-se com roupas largas envolvidas por camadas impermeáveis;
  • Ingerir comidas ricas em energia e não fumar nem beber álcool;
  • A casa deve manter-se aquecida e ter roupa quente na cama.

 

A detecção da hipotermia pode ser difícil, mas em geral:

  • A vítima pode estar a tremer no início;
  • A pele está fria, pálida e seca;
  • A temperatura é menor do que 35 ºC;
  • A vítima pode ficar inconsciente;
  • O pulso e a respiração são baixos;
  • Em casos extremos pode ser necessária ressuscitação.

 

            Em caso de hipotermia deve evitar que a vítima perca mais calor corporal e, de seguida, ajudá-la a recuperar a temperatura normal.

            Para tal deve:

  1. No caso de a roupa estar húmida troca-la rapidamente por outra que esteja seca;
  2. Colocar a pessoa numa cama quente ou num banho quente (a uma temperatura suportável), até a cor da pele e a frequência cardíaca ficarem normais;
  3. Dar-lhe bebidas quentes e alimentos energéticos são também métodos de ajuda.

 

Em crianças:

            Um bebé com hipotermia pode parecer perfeitamente saudável, por isso o comportamento é o único sintoma de que se dispõe.

Em idosos:

            Devido a dificuldades e acções normais nos idosos, a hipotermia pode ser confundida com um AVC ou ataque cardíaco. Deste modo, aquecê-los mantém-se como prioridade.





Queimaduras Solares

18 11 2009

A exposição directa aos raios solares pode produzir vermelhidão, comichão e sensibilidade na pele. Esta lesão pode ir desde a queimadura superficial até uma reacção mais grave em que a pele fica dorida, cor de lagosta e com bolhas.

A sobreexposição aos raios solares, quando há muito vento ou enquanto o corpo está molhado de água do mar ou suor, pode causar ferimentos graves. As queimaduras solares podem também ocorrer em dias de Verão escuros e enevoados ou durante o Inverno, nas grandes altitudes, ao praticar esqui, e são devidas aos raios ultravioletas.

Sintomas e sinais

Pele vermelha, sensível e inchada, com possibilidade de aparecimento de bolhas.

Sensação de calor na zona afectada.

Objectivo

Leva a vítima para um local fresco e procura ajuda médica se as queimaduras forem graves.

Socorro

1 – Leva a vítima para a sombra e arrefece-lhe a pele, molhando-a cuidadosamente com uma esponja embebida em água fria.

2 – Dá à vítima, com frequência, goles de água fria.

3 – No caso de bolhas extensas, procura imediatamente ajuda médica.

Não rebente as bolhas.





Picadas de Insectos e Moluscos

18 11 2009

Os insectos, como abelhas, vespas e vespões, ou os moluscos, como a alforreca, provocam picadas (ou contactos) que são mais dolorosas e aflitivas que perigosas. Contudo, algumas pessoas são alérgicas a estes venenos e, para além disso, as picadas múltiplas de um enxame, ou o segundo ou terceiro contacto com uma alforreca, podem ter efeitos cumulativos perigosos. As picadas na boca e na garganta podem também causar edemas que levem a asfixia.

Sintomas e sinais

  • Dor aguda e inesperada; o insecto pode ainda estar presente.
  • Tumefacção em torno da área afectada, com um ponto central vermelho.
  • Possibilidade de choque, conforme o grau de reacção.

Objectivo

Retirar o ferrão se ainda de encontrar no local da picada. Tentar reduzir a tumefacção e aliviar dor. Se o ferrão estiver dentro da boca, acompanhar imediatamente a vitima ao hospital.

Socorro

Para picadas na pele

1 – Se o ferrão ficou enterrado na pele, segura numa pinça, o mais perto possível da pele, agarra o ferrão e retira-o.

Não esmagues o saco de veneno, pois assim possibilitará a entrada do resto do veneno para a pele.

2 – Para aliviar a dor e o edema, aplica uma compressa fria, álcool, éter ou uma solução de bicarbonato de sódio. Para picadas de moluscos, esfrega a zona afectada com uma loção de calamina.

3 – Se a dor e o edema persistirem ou aumentarem no dia seguinte, aconselha a vítima a procurar ajuda médica, particularmente se for o segundo ou terceiro contacto com uma alforreca.


Para picadas de insectos dentro da boca e na garganta

1 – Para reduzir o edema dá à vitima gelo para chupar ou lave-lhe a boca com agua fria, ou se possível, com uma solução de água e bicarbonato de sódio, gargarejando apenas neste último.

2 – Se a ventilação se tornar difícil, coloca a vítima em P.L.S.

3 – Envia a vítima urgentemente para o hospital.





Posição lateral de segurança (P.L.S.)

18 11 2009

Os sinistrados inconscientes que ventilam e que têm batimentos cardíacos devem ser colocados na posição lateral de segurança. Esta posição permite que a via aérea da vítima se mantenha desobstruída, impede que a língua caia para a parte de trás da garganta, conserva a cabeça e o pescoço em extensão, e assim mais aberta a passagem do ar fazendo com que qualquer vómito ou outro fluido saia livremente pela boca. É a colocação dos membros do sinistrado que proporciona a estabilidade necessária para manter o corpo apoiado numa posição segura e confortável.

Conforme os ferimentos ou o estado da vítima poderás ter de modificar a técnica, de modo a evitar um agravamento das lesões.

A posição lateral de segurança pode não ser inicialmente a ideal, se estiver a examinar um sinistrado ou a socorrer uma lesão da coluna. Contudo, tem de ser imediatamente utilizada, se a ventilação da vitima se tornar difícil ou ruidosa (e não melhorar com a técnica apropriada – desobstrução da via aérea) ou se o sinistrado tiver de ser deixado sem socorro.

As ilustrações seguintes mostram a sequência que deve ser observada para virar um sinistrado que está deitado de costas; nem todos estes passos serão necessários se o sinistrado estiver deitado de lado ou de barriga para baixo. Se a vitima usar óculos estes devem ser removidos antes de lhe virar a cabeça, para evitar lesões oculares.

1 – Ajoelha-te, na vertical, ao lado da vítima, distanciado dela cerca de 20 cm. Vira a cabeça de lado para ti e inclina-a para trás, puxando a mandíbula para a frente e para cima, na posição da via aérea desobstruída.

2 – Estende o braço do sinistrado (o que estiver mais próximo de ti), ao longo do corpo, com a mão debaixo das nádegas, se possível com a palma virada para baixo. Traz a outra mão para a frente do peito. Segura na perna mais afastada, dobrada pelo joelho, puxa-a para ti e cruza-a sobre a outra perna.

3 – Protege e segura a cabeça da vítima com uma das mãos. Com a outra, agarra as roupas debaixo do joelho mais afastado de ti e puxa rapidamente a vítima. Mantém-na de lado, apoiada contra os seus joelhos.

4 – Apoia sempre o corpo do sinistrado com os teus joelhos, reajusta a posição da cabeça para assegurar a desobstrução da via aérea.

5 – Dobra o braço de cima da vítima e coloca-o numa posição adequada para suportar a parte superior do corpo. Se possível, a mão deve apoiar o queixo.

6 – Dobra a perna de cima da vítima pelo joelho, puxando a coxa bem para a frente de maneira suportar a parte inferior do corpo.

7 – Com todo o cuidado, tira o outro braço de debaixo da vítima, começando do ombro para baixo. Deixa-o estendido, paralelo ao corpo, para evitar que a vítima se volte de costas e que haja interferência com a sua circulação.

8 – Verifica a estabilidade da posição final e que o sinistrado não pode voltar-se para qualquer dos lados. Certifica-te que apenas metade do seu peito está em contacto com o chão e de que a sua cabeça está em hiperextensão com o maxilar puxado para diante de modo a manter uma via aérea desobstruída.

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Epistaxe

18 11 2009

Hemorragia do nariz – Epistaxe

É uma situação comum devido a uma hemorragia dos vasos sanguíneos no interior das narinas. Pode acontecer depois de uma pancada no nariz ou ser o resultado de um espirro, de se mexer no nariz ou de se assoar. Contudo, o corrimento sanguíneo do nariz pode ser um sinal de fractura craniana e/ou traumatismo crânio-encefálico.

A epistaxe pode não só envolver uma perda considerável de sangue como também fazer com que a vítima engula ou inale uma grande quantidade do mesmo, originando o vómito ou afectando a ventilação.

Sintomas e sinais

  • Fluxo moderado de sangue saindo do nariz.
  • Em caso de fractura craniana e ou traumatismo crânio-encefálico, o sangue pode aparecer misturado com líquido cefalorraquidiano.

Objectivo

Preservar a ventilação, impedindo a inalação de sangue, e estancar a hemorragia.

Socorro

1 – Senta a vítima com a cabeça bem para a frente e desaperta-lhe qualquer peça de roupa justa ao pescoço ou ao peito.

2 – Aconselha a vítima a ventilar pela boca e a apertar a parte mole do nariz (esteja preparado para a substituir, se ela ficar cansada).

3 – Impede a vítima de falar, engolir, tossir, fungar ou escarrar. Diz à vítima para cuspir o sangue que tiver na boca; se o engolir pode sentir náuseas e vomitar.

4 – Alivia a pressão, passados 10 minutos. Se a hemorragia não parou, continua por mais 10 minuto, enquanto for necessário.

Não deixes a vítima levantar a cabeça.

5 – Enquanto a cabeça estiver para a frente, limpa suavemente a zona à volta do nariz e da boca com um algodão ou uma compressa embebida em água tépida. Não tampone o nariz, se pensar que a situação se deve a um traumatismo craniano.

6 – Tampone ambas as narinas, mesmo que só sangre, com gaze (tira com cerca de 10cm de comprimento) introduzida. Em forma de harmónio, com a ajuda de uma pinça.

Nunca use algodão para tamponar narinas nem gaze embebida em água-oxigenada.

7 – Quando a hemorragia parar, diga a vítima para evitar esforços e não assoar o nariz durante, pelo menos, 4 horas, para não destruir o coágulo.

8 – Apesar de muitas epistaxes serem facilmente controláveis por esta forma, nunca será inoportuno aconselhar a vítima a recorrer a um médico.





Soluços

13 11 2009

soluçosInspirações de ar repetidas e ruidosas – soluços – são causadas por contracções involuntárias do diafragma. Os ataques de soluços não duram normalmente mais do que alguns minutos e só costumam provocar uma ligeira irritação a vítima.

Sinais e sintomas

  • Inspirações de ar repetidas e ruidosas

Objectivo

Interromper a sequência dessas contracções involuntárias e procurar assistência médica no caso de o ataque se prolongar ou ser grave.

Socorro

1 – Diga a vítima para se sentar e suster a ventilação, ou dê-lhe muita água a beber.

2 – Se isto não resultar, coloque um saco de papel, e não de plástico, na boca e no nariz da vítima e diga-lhe para inspirar e expirar.

3 – Se os soluços não desaparecerem em poucas horas, procure assistência médica.





7 11 2009

-Emergência médica, boa tarde.

-Mande-me uma ambulância rápida! O meu vizinho acabou de desmaiar e está ficar roxo!

-Ele respira?

-Acho que não. Depressa! Querem deixar o homem morrer?

-A ambulância vai já a caminho, bem como a equipa médica. Quer fazer alguma coisa para ajudar a salvar o seu vizinho? Sabe fazer suporte básico de vida? 

-Eu já lhe disse que o que quero é uma ambulância…

 

Quando surge uma paragem cardíaca e/ou respiratória as hipóteses de sobrevivência para a vítima variam em função do tempo de intervenção. A chegada de um meio de socorro ao local, ainda que muito rápida pode demorar tanto como 6 minutos tendo as hipóteses de sobrevivência da vítima caído de 98% para 11%. É assim essencial que quem presencie uma situação de emergência saiba actuar adequadamente. Em condições ideais, todo o cidadão devia estar preparado para saber fazer “Suporte Básico de Vida”.

Depois de definirmos os nossos objectivos com este projecto e de já sabermos quais as características que um socorrista deve apresentar, de hoje em diante, e até ao final do 1º Período,  procederemos à publicação de informação relativa ao primeiro fórum: “Workshop de Socorrismo”.

Os próximos posts explicam, quer o funcionamento do corpo, quer algumas técnicas a utilizar para socorrer adequadamente uma vítima numa situação de emergência.








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