Agradecimentos

19 12 2009

Comunicamos que todas as turmas compareceram no workshop segundo o horário estabelecido, sem imprevistos de maior. Agradecemos assim a todos os professores que aderiram a esta nossa iniciativa disponibilizando uma aula para que a turma assistisse ao workshop de socorrismo.  E de salientar ainda a forma atenta, empenhada e activa como todas as turmas participaram neste nosso projecto.

Cada turma recebeu, na pessoa do seu delegado de turma, um certificado e uma ambulancia do inem, para que nao esqueçam estas pequenas liçoes e continuem a querer saber sempre mais sobre como socorrer alguém numa situaçao de emergência.

 

Queremos ainda agradecer de uma forma especial ao Enfermeiro Nélio Silva, pela enorme disponibilidade demonstrada e enorme competência na formação dada a todos os alunos, sempre curiosos e com vontade de saber mais. Realizar 9 sessões ao longo de 3 dias não se mostrava fácil, mas com a sua abordagem divertida e intrigante ao socorrismo, registamos que superou as nossas expectativas.

O nosso muito obrigado!

 

Agradecemos ainda à biblioteca do Colégio, na pessoa da prof. Sónia Mesquita e da Dona Marília pela cedência do espaço e colaboração na sua adaptação. Obrigado ainda ao Sr. João Paulo, responsável pelos espaços de educação física, pela pronta disponibilização de um colchão, sobre o qual colocámos o manequim. Ao hospital Infante D. Pedro, de Aveiro, na pessoa da Enfermeira Paula Eira pela cedêndia do manequim, essencial a este workshop, o nosso agradecimento.





Hipotermia

9 12 2009

Este tipo de situação surge quando a temperatura corporal baixa dos 35 ºC e, se baixar dos 26 ºC, a recuperação é improvável. Nestes casos, é necessário um termómetro próprio para proceder as medições.

Situações propícias:

            A hipotermia ocorre quando a temperatura ambiente é muito baixa, especialmente se o frio é acompanhado por chuva, neve, humidade, imersão em mares, lagos ou rios frios e, mesmo rajadas de vento. É condicionada pela falta de preparação física, desidratação, fadiga e fome, afectando, portanto, mais facilmente pessoas magras.

Métodos de prevenção:

  • Proteger-se com roupas largas envolvidas por camadas impermeáveis;
  • Ingerir comidas ricas em energia e não fumar nem beber álcool;
  • A casa deve manter-se aquecida e ter roupa quente na cama.

 

A detecção da hipotermia pode ser difícil, mas em geral:

  • A vítima pode estar a tremer no início;
  • A pele está fria, pálida e seca;
  • A temperatura é menor do que 35 ºC;
  • A vítima pode ficar inconsciente;
  • O pulso e a respiração são baixos;
  • Em casos extremos pode ser necessária ressuscitação.

 

            Em caso de hipotermia deve evitar que a vítima perca mais calor corporal e, de seguida, ajudá-la a recuperar a temperatura normal.

            Para tal deve:

  1. No caso de a roupa estar húmida troca-la rapidamente por outra que esteja seca;
  2. Colocar a pessoa numa cama quente ou num banho quente (a uma temperatura suportável), até a cor da pele e a frequência cardíaca ficarem normais;
  3. Dar-lhe bebidas quentes e alimentos energéticos são também métodos de ajuda.

 

Em crianças:

            Um bebé com hipotermia pode parecer perfeitamente saudável, por isso o comportamento é o único sintoma de que se dispõe.

Em idosos:

            Devido a dificuldades e acções normais nos idosos, a hipotermia pode ser confundida com um AVC ou ataque cardíaco. Deste modo, aquecê-los mantém-se como prioridade.





Saúde – Desfibrilhadores em espaços públicos

25 11 2009

Desfibrilhadores em espaços públicos – RTP Noticias

via Saúde – Desfibrilhadores em espaços públicos – RTP Noticias, Vídeo.

A partir de Setembro, espaços públicos como estádios e centros comerciais podem ter aparelhos desfibrilhadores para utilização por pessoal não-médico, de forma a socorrer mais rapidamente vítimas de paragem cardíaca.
O decreto-lei que estabelece a utilização do Desfibrilhador Automático Externo (DAE) por pessoal não-médico devidamente formado foi publicado, na semana passada, no Diário da República e entra em vigor no dia 1 de Setembro.
No texto do decreto-lei, citado pela agência Lusa, é referido ser permitido que equipas “devidamente treinadas” de não-médicos possam usar o equipamento, apesar de a supervisão médica continuar a ser “indispensável”.
Até agora, a utilização de DAE era feita exclusivamente por profissionais de saúde, nomeadamente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que está agora incumbido da aprovação de um Programa Nacional de Desfibrilhação Automática Externa.
O diploma salienta que as doenças cardiovasculares representam “a principal causa de morte em Portugal”, que a maioria dos casos de urgência “ocorre fora dos hospitais” e que a experiência internacional permite aferir que “a utilização de DAE em ambiente extra-hospitalar por pessoal não médico aumenta significativamente a probabilidade de sobrevivência das vítimas”.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.

18 de Agosto de 2009

in http://portal.alert-online.com/





Queimaduras Solares

18 11 2009

A exposição directa aos raios solares pode produzir vermelhidão, comichão e sensibilidade na pele. Esta lesão pode ir desde a queimadura superficial até uma reacção mais grave em que a pele fica dorida, cor de lagosta e com bolhas.

A sobreexposição aos raios solares, quando há muito vento ou enquanto o corpo está molhado de água do mar ou suor, pode causar ferimentos graves. As queimaduras solares podem também ocorrer em dias de Verão escuros e enevoados ou durante o Inverno, nas grandes altitudes, ao praticar esqui, e são devidas aos raios ultravioletas.

Sintomas e sinais

Pele vermelha, sensível e inchada, com possibilidade de aparecimento de bolhas.

Sensação de calor na zona afectada.

Objectivo

Leva a vítima para um local fresco e procura ajuda médica se as queimaduras forem graves.

Socorro

1 – Leva a vítima para a sombra e arrefece-lhe a pele, molhando-a cuidadosamente com uma esponja embebida em água fria.

2 – Dá à vítima, com frequência, goles de água fria.

3 – No caso de bolhas extensas, procura imediatamente ajuda médica.

Não rebente as bolhas.





Picadas de Insectos e Moluscos

18 11 2009

Os insectos, como abelhas, vespas e vespões, ou os moluscos, como a alforreca, provocam picadas (ou contactos) que são mais dolorosas e aflitivas que perigosas. Contudo, algumas pessoas são alérgicas a estes venenos e, para além disso, as picadas múltiplas de um enxame, ou o segundo ou terceiro contacto com uma alforreca, podem ter efeitos cumulativos perigosos. As picadas na boca e na garganta podem também causar edemas que levem a asfixia.

Sintomas e sinais

  • Dor aguda e inesperada; o insecto pode ainda estar presente.
  • Tumefacção em torno da área afectada, com um ponto central vermelho.
  • Possibilidade de choque, conforme o grau de reacção.

Objectivo

Retirar o ferrão se ainda de encontrar no local da picada. Tentar reduzir a tumefacção e aliviar dor. Se o ferrão estiver dentro da boca, acompanhar imediatamente a vitima ao hospital.

Socorro

Para picadas na pele

1 – Se o ferrão ficou enterrado na pele, segura numa pinça, o mais perto possível da pele, agarra o ferrão e retira-o.

Não esmagues o saco de veneno, pois assim possibilitará a entrada do resto do veneno para a pele.

2 – Para aliviar a dor e o edema, aplica uma compressa fria, álcool, éter ou uma solução de bicarbonato de sódio. Para picadas de moluscos, esfrega a zona afectada com uma loção de calamina.

3 – Se a dor e o edema persistirem ou aumentarem no dia seguinte, aconselha a vítima a procurar ajuda médica, particularmente se for o segundo ou terceiro contacto com uma alforreca.


Para picadas de insectos dentro da boca e na garganta

1 – Para reduzir o edema dá à vitima gelo para chupar ou lave-lhe a boca com agua fria, ou se possível, com uma solução de água e bicarbonato de sódio, gargarejando apenas neste último.

2 – Se a ventilação se tornar difícil, coloca a vítima em P.L.S.

3 – Envia a vítima urgentemente para o hospital.





Posição lateral de segurança (P.L.S.)

18 11 2009

Os sinistrados inconscientes que ventilam e que têm batimentos cardíacos devem ser colocados na posição lateral de segurança. Esta posição permite que a via aérea da vítima se mantenha desobstruída, impede que a língua caia para a parte de trás da garganta, conserva a cabeça e o pescoço em extensão, e assim mais aberta a passagem do ar fazendo com que qualquer vómito ou outro fluido saia livremente pela boca. É a colocação dos membros do sinistrado que proporciona a estabilidade necessária para manter o corpo apoiado numa posição segura e confortável.

Conforme os ferimentos ou o estado da vítima poderás ter de modificar a técnica, de modo a evitar um agravamento das lesões.

A posição lateral de segurança pode não ser inicialmente a ideal, se estiver a examinar um sinistrado ou a socorrer uma lesão da coluna. Contudo, tem de ser imediatamente utilizada, se a ventilação da vitima se tornar difícil ou ruidosa (e não melhorar com a técnica apropriada – desobstrução da via aérea) ou se o sinistrado tiver de ser deixado sem socorro.

As ilustrações seguintes mostram a sequência que deve ser observada para virar um sinistrado que está deitado de costas; nem todos estes passos serão necessários se o sinistrado estiver deitado de lado ou de barriga para baixo. Se a vitima usar óculos estes devem ser removidos antes de lhe virar a cabeça, para evitar lesões oculares.

1 – Ajoelha-te, na vertical, ao lado da vítima, distanciado dela cerca de 20 cm. Vira a cabeça de lado para ti e inclina-a para trás, puxando a mandíbula para a frente e para cima, na posição da via aérea desobstruída.

2 – Estende o braço do sinistrado (o que estiver mais próximo de ti), ao longo do corpo, com a mão debaixo das nádegas, se possível com a palma virada para baixo. Traz a outra mão para a frente do peito. Segura na perna mais afastada, dobrada pelo joelho, puxa-a para ti e cruza-a sobre a outra perna.

3 – Protege e segura a cabeça da vítima com uma das mãos. Com a outra, agarra as roupas debaixo do joelho mais afastado de ti e puxa rapidamente a vítima. Mantém-na de lado, apoiada contra os seus joelhos.

4 – Apoia sempre o corpo do sinistrado com os teus joelhos, reajusta a posição da cabeça para assegurar a desobstrução da via aérea.

5 – Dobra o braço de cima da vítima e coloca-o numa posição adequada para suportar a parte superior do corpo. Se possível, a mão deve apoiar o queixo.

6 – Dobra a perna de cima da vítima pelo joelho, puxando a coxa bem para a frente de maneira suportar a parte inferior do corpo.

7 – Com todo o cuidado, tira o outro braço de debaixo da vítima, começando do ombro para baixo. Deixa-o estendido, paralelo ao corpo, para evitar que a vítima se volte de costas e que haja interferência com a sua circulação.

8 – Verifica a estabilidade da posição final e que o sinistrado não pode voltar-se para qualquer dos lados. Certifica-te que apenas metade do seu peito está em contacto com o chão e de que a sua cabeça está em hiperextensão com o maxilar puxado para diante de modo a manter uma via aérea desobstruída.

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Epistaxe

18 11 2009

Hemorragia do nariz – Epistaxe

É uma situação comum devido a uma hemorragia dos vasos sanguíneos no interior das narinas. Pode acontecer depois de uma pancada no nariz ou ser o resultado de um espirro, de se mexer no nariz ou de se assoar. Contudo, o corrimento sanguíneo do nariz pode ser um sinal de fractura craniana e/ou traumatismo crânio-encefálico.

A epistaxe pode não só envolver uma perda considerável de sangue como também fazer com que a vítima engula ou inale uma grande quantidade do mesmo, originando o vómito ou afectando a ventilação.

Sintomas e sinais

  • Fluxo moderado de sangue saindo do nariz.
  • Em caso de fractura craniana e ou traumatismo crânio-encefálico, o sangue pode aparecer misturado com líquido cefalorraquidiano.

Objectivo

Preservar a ventilação, impedindo a inalação de sangue, e estancar a hemorragia.

Socorro

1 – Senta a vítima com a cabeça bem para a frente e desaperta-lhe qualquer peça de roupa justa ao pescoço ou ao peito.

2 – Aconselha a vítima a ventilar pela boca e a apertar a parte mole do nariz (esteja preparado para a substituir, se ela ficar cansada).

3 – Impede a vítima de falar, engolir, tossir, fungar ou escarrar. Diz à vítima para cuspir o sangue que tiver na boca; se o engolir pode sentir náuseas e vomitar.

4 – Alivia a pressão, passados 10 minutos. Se a hemorragia não parou, continua por mais 10 minuto, enquanto for necessário.

Não deixes a vítima levantar a cabeça.

5 – Enquanto a cabeça estiver para a frente, limpa suavemente a zona à volta do nariz e da boca com um algodão ou uma compressa embebida em água tépida. Não tampone o nariz, se pensar que a situação se deve a um traumatismo craniano.

6 – Tampone ambas as narinas, mesmo que só sangre, com gaze (tira com cerca de 10cm de comprimento) introduzida. Em forma de harmónio, com a ajuda de uma pinça.

Nunca use algodão para tamponar narinas nem gaze embebida em água-oxigenada.

7 – Quando a hemorragia parar, diga a vítima para evitar esforços e não assoar o nariz durante, pelo menos, 4 horas, para não destruir o coágulo.

8 – Apesar de muitas epistaxes serem facilmente controláveis por esta forma, nunca será inoportuno aconselhar a vítima a recorrer a um médico.





Soluços

13 11 2009

soluçosInspirações de ar repetidas e ruidosas – soluços – são causadas por contracções involuntárias do diafragma. Os ataques de soluços não duram normalmente mais do que alguns minutos e só costumam provocar uma ligeira irritação a vítima.

Sinais e sintomas

  • Inspirações de ar repetidas e ruidosas

Objectivo

Interromper a sequência dessas contracções involuntárias e procurar assistência médica no caso de o ataque se prolongar ou ser grave.

Socorro

1 – Diga a vítima para se sentar e suster a ventilação, ou dê-lhe muita água a beber.

2 – Se isto não resultar, coloque um saco de papel, e não de plástico, na boca e no nariz da vítima e diga-lhe para inspirar e expirar.

3 – Se os soluços não desaparecerem em poucas horas, procure assistência médica.





O Coração

13 11 2009

Perceber o funcionamento do coração é algo de bastante complexo. O coração é um músculo oco e de dimensões idênticas ao de uma mão fechada, cuja função é bombear o sangue, obrigando-o a circular dentro dele e por todo o corpo. Está rodeado pelo pericárdio, do qual o separa uma camada de líquido lubrificante. A parede do músculo é mais espessa no ventrículo esquerdo, que é o que realiza o trabalho mais duro. Na superfície do coração vêem-se as artérias coronárias, que fornecem sangue oxigenado ao músculo cardíaco.

 

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Sangue e aparelho circulatório

13 11 2009

Aparelho circulatório

O sistema circulatório é constituído pelo coração e pelos vasos sanguíneos. O sangue circula à volta do corpo, dentro de artérias que transportam o sangue proveniente do coração, e em veias que trazem o sangue de retorno ao coração.

Função do aparelho circulatório

A função do aparelho circulatório é a de distribuir o sangue, consoante as necessidades de nutrição e oxigenação, a todas as partes do corpo, isto é, a todas as células durante toda a vida.O sangue leva oxigénio e nutrientes aos tecidos, recebendo em troca os produtos do metabolismo celular, dióxido de carbono e outros detritos nocivos, circulando através de uma rede de canais flexíveis chamados vasos sanguíneos. Há três tipos de vasos – artérias, capilares e veias.

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