Nos últimos anos, com o aumento da informação, dos avanços tecnológicos e da ciência médica em matéria de diagnóstico e tratamento, tornou-se possível prevenir e tratar doenças oftalmológicas que há pouco tempo atrás eram consideradas incuráveis.
O que são doenças oftalmológicas?
São as doenças dos olhos e do sistema visual. As doenças oftalmológicas provocam a diminuição da capacidade visual e podem levar à perda de visão.
A diminuição visual é causada por defeitos que podem ter correcção óptica, como é o caso da miopia, da hipermetropia, do astigmatismo, da presbiopia e da retinopatia diabética.
MiopiaTraduz-se por uma dificuldade de visão ao longe. Um olho míope é normalmente maior que o normal e é mais propenso a algumas doenças (ex. glaucoma, descolamento de retina, etc.).
HipermetropiaÉ um defeito caracterizado por dificuldade de visão ao perto. O trabalho mais minucioso ou a leitura aumentam a exigência de focagem, provocando cansaço ocular e até dores de cabeça. Pode ser a causa do mau aproveitamento escolar de uma criança.
Um olho hipermetrope é, habitualmente, mais pequeno do que o normal. A “resistência” à hipermetropia diminui com a idade.
AstigmatismoCorresponde a uma qualidade visual desigual, provocando uma visão distorcida das coisas.
Presbiopia (ou vista cansada)Dificuldade de visão ao perto, que é, normalmente, sentida por volta dos 45 anos.
Algumas doenças que podem causar perda de visão:
No adulto
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Catarata;
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Diabetes ocular;
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Glaucoma;
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Doenças maculares.
Nas crianças
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Catarata congénita e infantil;
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Glaucoma congénito;
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Estrabismo;
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Ambliopia;
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Retinoblastoma;
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Todas as doenças relacionadas com a prematuridade;
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Doenças genéticas;
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Doenças metabólicas.
Como podem ser prevenidas:
A prevenção primária e a detecção precoce, bem como o acesso a terapêuticas cirúrgicas oftalmológicas, são determinantes para a redução das doenças da visão.
A maior parte dos problemas pode ser prevenida através de um diagnóstico precoce feito por um médico oftalmologista.
Quem e quando se deve fazer um exame oftalmológico:
Crianças de alto risco: recém-nascidos que apresentem potencial para sofrer de retinopatia da prematuridade, as que tenham história familiar e/ou suspeita clínica de retinoblastoma, de cataratas infantis, de glaucoma congénito e de doenças genéticas e metabólicas;
Crianças até aos 2 anos e entre 2-5 anos: devem ter uma diagnostico, através da participação em programas de rastreio;
Jovens e adultos (entre os 14 e os 45 anos) que apresentem sintomas e queixas de visão deficiente, traumatismo ou diabetes;
Todas as pessoas com idade igual ou superior a 46 anos devem fazer um exame periódico, pelo menos de quatro em quatro anos;
Todas as pessoas com elevado risco de desenvolvimento, com base na história familiar e idade, mesmo sem sintomas, devem realizar um exame.
Concluindo…
A visão tem um importante significado social, representando um meio de comunicação fundamental para a relação entre as pessoas e para a actividade profissional. Sabe-se, que, mais importante do que a capacidade visual em si mesma, é o modo como cada pessoa utiliza a visão que possui. A visão deve ser prevenida desde o nascimento e há meios capazes de a melhorar.
















Ambliopia: uma doença séria, pouco conhecida, que pode causar a perda de visão quando não tratada corretamente.
Ampliopia, ou “olho preguiçoso”, é uma deficiência na visão onde um ou os dois olhos não apresentam um amadurecimento normal. Tem que ser detectada e tratada antes dos quatro anos, quando a visão ainda está em pleno desenvolvimento. Se não tratada até os sete anos, são consideradas irreversíveis. A visão fica definitivamente comprometida. A incidência da ambliopia em crianças em idade escolar é de aproximadamente 4%. Um volume assustador considerando o tamanho da população brasileira. As causas mais freqüentes são catarata congênita, a diferença de graus entre os olhos e principalmente o estrabismo.Em muitos casos, a deficiência passa desapercebida pelos pais e pediatras. Isso porque a criança, que sempre enxergou assim, não percebe que só tem um olho “bom”. A parte boa é que o tratamento é simples, com o uso de um tampão ocular. O que realmente preocupa é a desinformação. A solução é que todas as crianças de até quatro anos visitem um oftalmologista, mesmo não havendo nenhuma desconfiança para tal.
Se a criança está com a visão em ordem, os pais cumpriram com sua obrigação e podem dar a missão como encerada. Mas para os pais que identificaram ambliopia em seus filhos a história continua. E com um grande desafio pela frente. Sendo a utilização de um oclusor ocular o único tratamento, como fazer um pequeno usar – sem tirar -, um desses por seis, oito ou até 12 horas por dia. Durante dois, três, ou mais anos. Isso é um desafio. Principalmente porque os modelos mais antigos, em maior número no mercado, incomodam e até machucam em alguns casos, quando a criança tem que por e tirar esparadrapos diariamente. Além da aparência hospitalar, estimulando brincadeiras negativas por parte de outras crianças.
Nesse momento o segredo é trabalhar a auto-estima da criança, tornando-a diferente positivamente, possuidora de algo que as outras crianças “achem muito legal”, tenham vontade de ter também. Foi então que Simone Sgarbi, mãe da Camila, seis anos, cuja ampliopia foi detectada há dois, decidiu pesquisar um tampão que sua filha realmente usasse, e com prazer. Atacou em duas frentes: o conforto no uso e como torná-lo divertido. Desenvolveu um tampão feito de borracha macia e que se encaixa nos óculos. E aí passou a fazê-lo nas mais diferentes cores, estampas e motivos. Um para cada dia, um para cada roupa, um para cada humor. Deu certo e a Camila adorou. Não só usa numa boa como até lembra à mãe o horário de colocar.
Foi assim que a empresa Tô de Olho Tampão nasceu, em conjunto com a sua sócia que é designer Paola Petti Cerveira que desenhou e adaptou novos formatos mais anatômicos ao rosto da criança, tendo sempre um cuidado para que as estampas tenham temas alegres e coloridos.
Com menos de um ano está fazendo o maior sucesso entre pais e crianças, sem falar nos oftalmologistas e ortoptistas, que encontraram um novo apoio para ajudar nos seus tratamentos. Simone conclui: “O que me importa mesmo é que todos os pais levem seus filhos ao oftalmologista antes dos quatro anos. A chance dos seus filhos terem o problema é real e só assim eles podem descobrir.”.
site http://www.todeolhotampao.com.br
Tel.(11)3021-9299