Desfibrilhadores em espaços públicos – RTP Noticias, Vídeo
via Saúde – Desfibrilhadores em espaços públicos – RTP Noticias, Vídeo.
Desfibrilhadores em espaços públicos – RTP Noticias, Vídeo
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A exposição directa aos raios solares pode produzir vermelhidão, comichão e sensibilidade na pele. Esta lesão pode ir desde a queimadura superficial até uma reacção mais grave em que a pele fica dorida, cor de lagosta e com bolhas.
A sobreexposição aos raios solares, quando há muito vento ou enquanto o corpo está molhado de água do mar ou suor, pode causar ferimentos graves. As queimaduras solares podem também ocorrer em dias de Verão escuros e enevoados ou durante o Inverno, nas grandes altitudes, ao praticar esqui, e são devidas aos raios ultravioletas.
Sintomas e sinais
Pele vermelha, sensível e inchada, com possibilidade de aparecimento de bolhas.
Sensação de calor na zona afectada.
Objectivo
Leva a vítima para um local fresco e procura ajuda médica se as queimaduras forem graves.
Socorro
1 – Leva a vítima para a sombra e arrefece-lhe a pele, molhando-a cuidadosamente com uma esponja embebida em água fria.
2 – Dá à vítima, com frequência, goles de água fria.
3 – No caso de bolhas extensas, procura imediatamente ajuda médica.
Não rebente as bolhas.
Os insectos, como abelhas, vespas e vespões, ou os moluscos, como a
alforreca, provocam picadas (ou contactos) que são mais dolorosas e aflitivas que perigosas. Contudo, algumas pessoas são alérgicas a estes venenos e, para além disso, as picadas múltiplas de um enxame, ou o segundo ou terceiro contacto com uma alforreca, podem ter efeitos cumulativos perigosos. As picadas na boca e na garganta podem também causar edemas que levem a asfixia.
Sintomas e sinais
Objectivo
Retirar o ferrão se ainda de encontrar no local da picada. Tentar reduzir a tumefacção e aliviar dor. Se o ferrão estiver dentro da boca, acompanhar imediatamente a vitima ao hospital.
Socorro
Para picadas na pele
1 – Se o ferrão ficou enterrado na pele, segura numa pinça, o mais perto possível da pele, agarra o ferrão e retira-o.
Não esmagues o saco de veneno, pois assim possibilitará a entrada do resto do veneno para a pele.
2 – Para aliviar a dor e o edema, aplica uma compressa fria, álcool, éter ou uma solução de bicarbonato de sódio. Para picadas de moluscos, esfrega a zona afectada com uma loção de calamina.
3 – Se a dor e o edema persistirem ou aumentarem no dia seguinte, aconselha a vítima a procurar ajuda médica, particularmente se for o segundo ou terceiro contacto com uma alforreca.
Para picadas de insectos dentro da boca e na garganta
1 – Para reduzir o edema dá à vitima gelo para chupar ou lave-lhe a boca com agua fria, ou se possível, com uma solução de água e bicarbonato de sódio, gargarejando apenas neste último.
2 – Se a ventilação se tornar difícil, coloca a vítima em P.L.S.
3 – Envia a vítima urgentemente para o hospital.
Os sinistrados inconscientes que ventilam e que têm batimentos cardíacos devem ser colocados na posição lateral de segurança. Esta posição permite que a via aérea da vítima se mantenha desobstruída, impede que a língua caia para a parte de trás da garganta, conserva a cabeça e o pescoço em extensão, e assim mais aberta a passagem do ar fazendo com que qualquer vómito ou outro fluido saia livremente pela boca. É a colocação dos membros do sinistrado que proporciona a estabilidade necessária para manter o corpo apoiado numa posição segura e confortável.
Conforme os ferimentos ou o estado da vítima poderás ter de modificar a técnica, de modo a evitar um agravamento das lesões.
A posição lateral de segurança pode não ser inicialmente a ideal, se estiver a examinar um sinistrado ou a socorrer uma lesão da coluna. Contudo, tem de ser imediatamente utilizada, se a ventilação da vitima se tornar difícil ou ruidosa (e não melhorar com a técnica apropriada – desobstrução da via aérea) ou se o sinistrado tiver de ser deixado sem socorro.
As ilustrações seguintes mostram a sequência que deve ser observada para virar um sinistrado que está deitado de costas; nem todos estes passos serão necessários se o sinistrado estiver deitado de lado ou de barriga para baixo. Se a vitima usar óculos estes devem ser removidos antes de lhe virar a cabeça, para evitar lesões oculares.
1 – Ajoelha-te, na vertical, ao lado da vítima, distanciado dela cerca de 20 cm. Vira a cabeça de lado para ti e inclina-a para trás, puxando a mandíbula para a frente e para cima, na posição da via aérea desobstruída.
2 – Estende o braço do sinistrado (o que estiver mais próximo de ti), ao longo do corpo, com a mão debaixo das nádegas, se possível com a palma virada para baixo. Traz a outra mão para a frente do peito. Segura na perna mais afastada, dobrada pelo joelho, puxa-a para ti e cruza-a sobre a outra perna.
3 – Protege e segura a cabeça da vítima com uma das mãos. Com a outra, agarra as roupas debaixo do joelho mais afastado de ti e puxa rapidamente a vítima. Mantém-na de lado, apoiada contra os seus joelhos.
4 – Apoia sempre o corpo do sinistrado com os teus joelhos, reajusta a posição da cabeça para assegurar a desobstrução da via aérea.
5 – Dobra o braço de cima da vítima e coloca-o numa posição adequada para suportar a parte superior do corpo. Se possível, a mão deve apoiar o queixo.
6 – Dobra a perna de cima da vítima pelo joelho, puxando a coxa bem para a frente de maneira suportar a parte inferior do corpo.
7 – Com todo o cuidado, tira o outro braço de debaixo da vítima, começando do ombro para baixo. Deixa-o estendido, paralelo ao corpo, para evitar que a vítima se volte de costas e que haja interferência com a sua circulação.
8 – Verifica a estabilidade da posição final e que o sinistrado não pode voltar-se para qualquer dos lados. Certifica-te que apenas metade do seu peito está em contacto com o chão e de que a sua cabeça está em hiperextensão com o maxilar puxado para diante de modo a manter uma via aérea desobstruída.
Hemorragia do nariz – Epistaxe
É uma situação comum devido a uma hemorragia dos vasos sanguíneos no interior das narinas. Pode acontecer depois de uma pancada no nariz ou ser o resultado de um espirro, de se mexer no nariz ou de se assoar. Contudo, o corrimento sanguíneo do nariz pode ser um sinal de fractura craniana e/ou traumatismo crânio-encefálico.
A epistaxe pode não só envolver uma perda considerável de sangue como também fazer com que a vítima engula ou inale uma grande quantidade do mesmo, originando o vómito ou afectando a ventilação.
Sintomas e sinais
Objectivo
Preservar a ventilação, impedindo a inalação de sangue, e estancar a hemorragia.
1 – Senta a vítima com a cabeça bem para a frente e desaperta-lhe qualquer peça de roupa justa ao pescoço ou ao peito.
2 – Aconselha a vítima a ventilar pela boca e a apertar a parte mole do nariz (esteja preparado para a substituir, se ela ficar cansada).
3 – Impede a vítima de falar, engolir, tossir, fungar ou escarrar. Diz à vítima para cuspir o sangue que tiver na boca; se o engolir pode sentir náuseas e vomitar.
4 – Alivia a pressão, passados 10 minutos. Se a hemorragia não parou, continua por mais 10 minuto, enquanto for necessário.
Não deixes a vítima levantar a cabeça.
5 – Enquanto a cabeça estiver para a frente, limpa suavemente a zona à volta do nariz e da boca com um algodão ou uma compressa embebida em água tépida. Não tampone o nariz, se pensar que a situação se deve a um traumatismo craniano.
6 – Tampone ambas as narinas, mesmo que só sangre, com gaze (tira com cerca de 10cm de comprimento) introduzida. Em forma de harmónio, com a ajuda de uma pinça.
Nunca use algodão para tamponar narinas nem gaze embebida em água-oxigenada.
7 – Quando a hemorragia parar, diga a vítima para evitar esforços e não assoar o nariz durante, pelo menos, 4 horas, para não destruir o coágulo.
8 – Apesar de muitas epistaxes serem facilmente controláveis por esta forma, nunca será inoportuno aconselhar a vítima a recorrer a um médico.
Inspirações de ar repetidas e ruidosas – soluços – são causadas por contracções involuntárias do diafragma. Os ataques de soluços não duram normalmente mais do que alguns minutos e só costumam provocar uma ligeira irritação a vítima.
Sinais e sintomas
Objectivo
Interromper a sequência dessas contracções involuntárias e procurar assistência médica no caso de o ataque se prolongar ou ser grave.
Socorro
1 – Diga a vítima para se sentar e suster a ventilação, ou dê-lhe muita água a beber.
2 – Se isto não resultar, coloque um saco de papel, e não de plástico, na boca e no nariz da vítima e diga-lhe para inspirar e expirar.
3 – Se os soluços não desaparecerem em poucas horas, procure assistência médica.
O sangue
O sangue é constituído fundamentalmente por plasma, liquido transparente a amarelado. No plasma encontram-se, em diversas quantidades, três tipos de células: hemácias ou glóbulos vermelhos, leucócitos, ou glóbulos brancos e plaquetas.
Perceber o funcionamento do coração é algo de bastante complexo. O coração é um músculo oco e de dimensões idênticas ao de uma mão fechada, cuja fu
nção é bombear o sangue, obrigando-o a circular dentro dele e por todo o corpo. Está rodeado pelo pericárdio, do qual o separa uma camada de líquido lubrificante. A parede do músculo é mais espessa no ventrículo esquerdo, que é o que realiza o trabalho mais duro. Na superfície do coração vêem-se as artérias coronárias, que fornecem sangue oxigenado ao músculo cardíaco.
Aparelho circulatório
O sistema circulatório é constituído pelo coração e pelos vasos sanguíneos. O sangue circula à volta do corpo, dentro de artérias que transportam o sangue proveniente do coração, e em veias que trazem o sangue de retorno ao coração.
Função do aparelho circulatório
A função do aparelho circulatório é a de distribuir o sangue, consoante as necessidades de nutrição e oxigenação, a todas as partes do corpo, isto é, a todas as células durante toda a vida.O sangue leva oxigénio e nutrientes aos tecidos, recebendo em troca os produtos do metabolismo celular, dióxido de carbono e outros detritos nocivos, circulando através de uma rede de canais flexíveis chamados vasos sanguíneos. Há três tipos de vasos – artérias, capilares e veias.
Ao iniciar-se o estudo dos métodos de reanimação e para que eles se possam aplicar com bons resultados para a vítima, será necessário conhecer-se o aparelho respiratório e o seu funcionamento.
Vias respiratórias
Quando ventilamos, o ar é inspirado pelo nariz ou pela boca, passa na faringe, na laringe e canalizado por uma via aérea principal, a traqueia, que se divide em dois grandes brônquios, um direito e outro esquerdo. Estes ramificam-se em bronquíolos, vias mais estreitas, que por sua vez se ramificam até chegar aos alvéolos pulmonares onde se efectuam as trocas entre o sangue e o ar – hematose. Os alvéolos são pequenos sacos muito numerosos, constituindo uma grande área de trocas gasosas, cujas paredes são muito finas e atapetados de capilares sanguíneos.
Função da respiração
A função da respiração é, por um lado, transferir oxigénio do ar para os pulmões (ventilação) onde o sangue vai busca-lo e o faz circular por todo o corpo e, por outro, expelir o dióxido de carbono resultante do metabolismo celular.
O ar
O ar é uma mistura de gases existentes na troposfera terrestre constituído por cerca de 21% de oxigénio. Só 5% do oxigénio é usado na respiração, pelo que, quando expiramos, expelimos 16% juntamente com uma pequena quantidade de dióxido de carbono. Assim, a percentagem de oxigénio expirado pode servir para reanimar outra pessoa. Numa pessoa inconsciente o mecanismo de protecção que evita a aspiração de alimentos sólidos e líquidos, separando as vias respiratórias das digestivas, funciona pior e a sua ineficácia aumenta à medida que a inconsciência se vai tornando mais profunda.

O ciclo respiratório
A ventilação compõe-se de três fases: entrada de ar (inspiração), saída de ar (expiração) e pausa.
Quando inspiramos os músculos do peito empurram as costelas, permitindo que o tórax se dilate para fora e para cima. O diafragma, um musculo forte que separa a cavidade torácica da abdominal, contrai-se e fica na posição horizontal, aumentando a capacidade do tórax. Esta acção combinada faz com que o ar seja inspirado para o interior dos pulmões e se efectue a troca gasosa.
Quando expiramos o diafragma e os músculos do peito relaxam e retomam a sua posição de descanso. Segue-se uma pequena pausa até o ciclo recomeçar novamente.
Durante a ventilação normal fica, nos pulmões, um resíduo de ar – ar residual – para que a circulação tenha sempre algum oxigénio disponível.
Um centro respiratório no cérebro determina o ritmo e a profundidade da ventilação: o adulto médio ventila, normalmente, de 16 a 18 vezes por minuto, e as crianças de 20 a 30 vezes por minuto. Este ritmo aumenta por vezes em períodos de stress, exercício, ferimentos, ou doença.