Palestra sobre Cuidados a ter Durante a Exposição Solar

7 06 2010

E assim acabamos uma longa caminhada de um ano lectivo cheio de actividades, cheio de boa disposição, cheio de conhecimentos!

Para terminar em grande, organizámos uma palestra ministrada pela Dra. Natália Belo, pediatra, sobre os cuidados a ter nas horas de maior calor…





Palestra “Tecnologias na Saúde”

20 05 2010

Foi com muito agrado que recebemos a Prof. Dra. Maria Helena Gil no nosso Colégio, para partilhar connosco algumas palavras sobre a tecnologia aplicada à saúde.

Para todos os presentes e não presentes na palestra, deixamos aqui alguns momentos desta nossa actividade…

Recepção dos convidados

Entrega de diplomas





Cancro Cutâneo (Cancro da Pele)

17 03 2010

O cancro da pele é o tipo de cancro mais frequente nos indivíduos de raça branca (caucasiana). A exposição excessiva ao sol é considerada a causa mais frequente de cancro da pele.

Quais são os tipos de cancro da pele mais frequentes:
  • Basalioma ou carcinoma baso-celular;
  • Carcinoma espinocelular ou pavimento-celular;
  • Melanoma maligno.
O que é o basalioma ou carcinoma baso-celular:

É o tipo de cancro cutâneo mais vulgar. Atinge sobretudo as pessoas de pele clara que se expõem regularmente ao sol. Surge habitualmente depois dos 40 anos e localiza-se preferencialmente nas áreas do corpo mais expostas ao sol: face, pescoço e dorso.

Pode manifestar-se sob a forma de um nódulo rosado e brilhante ou de uma ferida superficial, que surge sem causa aparente e que não revela tendência para a cura espontânea.

O tratamento, nas fases iniciais, é muito simples. Todavia, se for deixado evoluir sem tratamento, pode tornar-se muito agressivo, invadindo os tecidos circundantes, sobretudo em certas áreas anatómicas (nariz, ouvidos, pálpebras, etc.). Mesmo nestas fases é muitas vezes possível curar o tumor recorrendo à cirurgia e à radioterapia.

O que é o carcinoma espinocelular:

É o segundo tipo de cancro da pele mais frequente. Atinge igualmente os grupos profissionais que estão permanentemente expostos ao sol, mas de grupos etários mais avançados que no caso do basalioma.

Surge nas áreas do corpo mais expostas e quase sempre sobre lesões precursoras (pré-cancerosas). Pode originar-se a partir de cicatrizes, pós-queimadura, úlceras e fístulas crónicas ou em pessoas que estiveram muito tempo em contacto com agentes carcinogénicos (tabaco, raios X, arsénico, alcatrão e derivados).

O carcinoma espinocelular é um tumor mais agressivo e de crescimento mais rápido que o basalioma. Manifesta-se habitualmente sob a forma de um nódulo, de crescimento rápido, com tendência para sangrar facilmente. Além de ser localmente invasivo pode, abandonado à sua evolução natural, dar origem a metástases à distância, que podem invadir órgãos vitais e provocar a morte.

Quando diagnosticado e tratado a tempo tem elevadas probabilidades de cura.

O que é o melanoma:

É o cancro da pele mais perigoso e um dos tumores malignos mais agressivos da espécie humana. Origina-se a partir dos melanócitos da epiderme, células responsáveis pelo fabrico do pigmento natural (melanina) que dá a cor bronzeada à pele. Atinge os grupos etários mais jovens.

O melanoma maligno parece estar mais associado à exposição solar intermitente, muitas vezes acompanhada de queimaduras solares (“escaldões”).

Pode surgir em qualquer parte do corpo. O aspecto inicial é variado, mas caracteriza-se, habitualmente, pelo aparecimento de um pequeno nódulo ou mancha, de cor negra de alcatrão, sobre pele aparentemente sã ou sobre um sinal já existente.

O tratamento é quase sempre cirúrgico e, quando efectuado nas fases iniciais, em que o tumor ainda é muito fino (espessura inferior a meio milímetro), atinge elevadas taxas de cura. Todavia, quando o tumor já é muito espesso, as probabilidades de cura ficam drasticamente reduzidas, existindo o risco eminente de metastização à distância.

O diagnóstico precoce é, pois, fundamental.

Quais são os sinais de alarme:
  • Surgimento recente de um sinal de cor negra em pele aparentemente sã;
  • Modificação de um sinal já existente;
  • Alteração do tamanho (crescimento recente);
  • Alteração da forma (contorno irregular);
  • Alteração da cor (negra, castanha, rosada);
  • Aparecimento de prurido (comichão);
  • Aparecimento de inflamação (vermelhidão);
  • Aparecimento de ulceração (ferida);
  • Aparecimento de hemorragia (sangra facilmente).
A que sinais se deve dar atenção:

A maioria esmagadora dos sinais da pele, quer de nascença quer adquiridos, é completamente inofensiva. Porém, existem alguns, com aspecto particular que podem indicar um maior risco de vir a ter um melanoma.

Características dos sinais:
  • Sinais atípicos: assimétricos, bordo irregular, cor não uniforme, diâmetro superior a seis milímetros;
  • Sinais vulgares: simétricos, bordo regular, cor castanha uniforme, diâmetro inferior a seis milímetros.

As pessoas com muitos sinais são aconselhadas a fazer o auto-exame da pele cerca de uma vez por mês. Em caso de dúvida, deve consultar um dermatologista.

Factores de risco:
  • Pele clara;
  • Cabelo ruivo ou loiro;
  • Olhos azuis ou esverdeados;
  • Queimadura solar fácil, bronzeamento difícil;
  • Antecedentes de queimadura solar;
  • Exposição irregular e intermitente ao sol;
  • Muitos sinais espalhados pelo corpo;
  • Antecedentes de melanoma em familiares.




Dias dos Rastreios Oftalmológicos

17 03 2010

E assim foi esta actividade, realizada nos dias 10 e 15 de Março, no Colégio.

Uma actividade muito interessante e divertida para os alunos do 5º e 6º anos.

Verificámos que actualmente existem muitos alunos com alguns problemas visuais que, na verdade, desconheciam. Conseguimos proporcionar-lhes um momento de conversa com a Doutora Isabel, que os aconselhava a visitar um médico consoante o caso de cada um.





Visão

12 03 2010

Nos últimos anos, com o aumento da informação, dos avanços tecnológicos e da ciência médica em matéria de diagnóstico e tratamento, tornou-se possível prevenir e tratar doenças oftalmológicas que há pouco tempo atrás eram consideradas incuráveis.

O que são doenças oftalmológicas?

São as doenças dos olhos e do sistema visual. As doenças oftalmológicas provocam a diminuição da capacidade visual e podem levar à perda de visão.

A diminuição visual é causada por defeitos que podem ter correcção óptica, como é o caso da miopia, da hipermetropia, do astigmatismo, da presbiopia e da retinopatia diabética.

Miopia

Traduz-se por uma dificuldade de visão ao longe. Um olho míope é normalmente maior que o normal e é mais propenso a algumas doenças (ex. glaucoma, descolamento de retina, etc.).

Hipermetropia

É um defeito caracterizado por dificuldade de visão ao perto. O trabalho mais minucioso ou a leitura aumentam a exigência de focagem, provocando cansaço ocular e até dores de cabeça. Pode ser a causa do mau aproveitamento escolar de uma criança.

Um olho hipermetrope é, habitualmente, mais pequeno do que o normal. A “resistência” à hipermetropia diminui com a idade.

Astigmatismo

Corresponde a uma qualidade visual desigual, provocando uma visão distorcida das coisas.

Presbiopia (ou vista cansada)

Dificuldade de visão ao perto, que é, normalmente, sentida por volta dos 45 anos.

Algumas doenças que podem causar perda de visão:

No adulto

  • Catarata;

  • Diabetes ocular;

  • Glaucoma;

  • Doenças maculares.

Nas crianças

  • Catarata congénita e infantil;

  • Glaucoma congénito;

  • Estrabismo;

  • Ambliopia;

  • Retinoblastoma;

  • Todas as doenças relacionadas com a prematuridade;

  • Doenças genéticas;

  • Doenças metabólicas.

Como podem ser prevenidas:

A prevenção primária e a detecção precoce, bem como o acesso a terapêuticas cirúrgicas oftalmológicas, são determinantes para a redução das doenças da visão.

A maior parte dos problemas pode ser prevenida através de um diagnóstico precoce feito por um médico oftalmologista.

Quem e quando se deve fazer um exame oftalmológico:

Crianças de alto risco: recém-nascidos que apresentem potencial para sofrer de retinopatia da prematuridade, as que tenham história familiar e/ou suspeita clínica de retinoblastoma, de cataratas infantis, de glaucoma congénito e de doenças genéticas e metabólicas;

Crianças até aos 2 anos e entre 2-5 anos: devem ter uma diagnostico, através da participação em programas de rastreio;

Jovens e adultos (entre os 14 e os 45 anos) que apresentem sintomas e queixas de visão deficiente, traumatismo ou diabetes;

Todas as pessoas com idade igual ou superior a 46 anos devem fazer um exame periódico, pelo menos de quatro em quatro anos;

Todas as pessoas com elevado risco de desenvolvimento, com base na história familiar e idade, mesmo sem sintomas, devem realizar um exame.

Concluindo…

A visão tem um importante significado social, representando um meio de comunicação fundamental para a relação entre as pessoas e para a actividade profissional. Sabe-se, que, mais importante do que a capacidade visual em si mesma, é o modo como cada pessoa utiliza a visão que possui. A visão deve ser prevenida desde o nascimento e há meios capazes de a melhorar.





Rastreios Oftalmológicos

10 03 2010





Mais um problema… A Diabetes

5 03 2010

O que é:

Caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar ( glucose ) no sangue, a Diabetes é uma doença crónica. À quantidade de glucose no sangue chama-se glicemia e, ao seu aumento, chama-se hiperglicemia.

É uma doença comum na população e, a sua incidência, tende a aumentar com a idade.

Como aparece:

Resulta de uma incapacidade na utilização da glucose, nossa principal fonte de energia, por parte do organismo. Para que a glucose seja utilizada, é necessária a insulina. A hiperglicemia, característica da diabetes, deve-se à insuficiente produção de insulina, à insuficiente acção da insulina e, mais frequentemente, à junção destes dois factores.

Tipos que existem:

As formas mais frequentes são a Diabetes Tipo 1 e a Diabetes Tipo 2.

A primeira, também conhecida como Diabetes insulinotratada, tem início na infância ou na adolescência, mas pode aparecer noutras idades. Provocada pela falta de insulina no organismo, este problema não está relacionado com hábitos de vida ou de alimentação errados, como acontece no Tipo 2. As pessoas com Tipo 1 necessitam de terapêutica com insulina para toda a vida.

A Diabetes Tipo 2 surge em idades mais avançadas e é muito mais frequente. Caracteriza-se pela associação da falta de produção de insulina com um aproveitamento inadequado da mesma. Uma alimentação cuidada e exercício físico são a base do tratamento podendo, no entanto, ser necessário recorrer a comprimidos, insulina ou ambos.

Sintomas:

  • urinar em grande quantidade
  • sede constante e intensa
  • sensação de boca seca
  • comichão no corpo
  • visão turva
  • fadiga

Como diagnosticar:

É suficiente a realização de uma análise à glucose no sangue, feita em jejum, e num laboratório, para ser diagnosticada. Ela é confirmada quando o valor de glucose no sangue é igual ou superior a 126 mg/dl em duas ocasiões.

Quando o valor está entre 110 e 125 mg/dl considera-se que existe uma glicose anormal em jejum. Abaixo de 109 mg/dl considera-se normal.

Prevenção:

A Diabetes Tipo 1 quase não pode ser tratada, por outro lado, na do Tipo 2 basta uma alimentação e prática de exercício físico correcta para evitar ou adiar a doença.





Um pouco mais sobre o colesterol

5 03 2010

  As doenças cardiovasculares (DCV) representam a principal causa de morte ou incapacidades em Portugal. Estas são causadas pela acumulação de gordura na parede dos vasos sanguíneos ( aterosclerose ). tem inicio numa fase precoce da vida e progride durante anos, habitualmente já está avançada quando descoberta em manifestações clínicas.

 Em que consiste:

Basicamente, é uma substancia gorda normal do organismo, formada pelo fígado e proveniente dos alimentos. Ela encontra-se nas membranas celulares e é transportada no plasma sanguíneo. Por ser insolúvel em sangue e agua, para ser transportada, forma as chamadas lipoproteínas. É usada para compor substâncias como ácidos biliares, hormonas e vitaminas. Se os seus níveis forem altos, deposita-se na parede das artérias e trazer algumas consequências.

Tipos:

  • LDL: transportam o colesterol para os tecidos podendo ficar nas artérias e criar problemas a longo prazo. Por essa razão, denomina-se “mau colesterol”.
  • HDL: realizam o contrário , possibilitando a eliminação. Por essa razão, são consideradas o “bom colesterol”.

Factores de risco:

  • tabagismo
  • diabetes
  • hipertensão
  • historial familiar

Sintomas:

É muito perigoso para o Homem, pois não apresenta sintomas…

Consequências:

Este problema pode trazer vários problemas como o enfarte do miocárdio ou a acidente vascular cerebral (AVC). A maioria das DCV provém do excesso de peso, níveis de colesterol, entre outros factores provenientes do estilo de vida. O controlo destes é uma boa forma de reduzir complicações.

 Formas de combate:

  • deixar de fumar
  • exercício físico
  • mudança do estilo de vida e alimentação

 Valores normais aconselhados:

  • colesterol Total- inferior a 190 mg/dl
  • LDL- inferior a 115 mg/dl
  • HDL- superior a 45 mg/dl
  • Triglicerídeos- inferior a 180 mg/dl

 ( Triglicerídeosgordura que se visualiza nos alimentos. Representam as reservas energéticas no organismo que, em grandes quantidades, levam a problemas cardiovasculares. )





Dúvidas sobre a dádiva de sangue

3 03 2010
Uma mão a chamar uma pessoa. Para dar sangue, terei que fazer uma inscrição prévia?

Não. Para dar sangue basta aparecer quando quiser e lhe for oportuno! Considere-se convidado desde já. Este convite silencioso não é formal, é real: é-lhe dirigido por todas as crianças e adultos que carecem de sangue ou dos seus componentes, pelas vítimas de acidentes de trabalho ou rodoviários, por todos aqueles que aguardam disponibilidade de sangue para serem operados e que, por isso, ocupam uma cama que muitos precisariam de utilizar em tempo útil.

Uma pessoa doente. Eu já tive várias doenças no passado. Poderei ser dador de sangue?

A sua dúvida poderá ser esclarecida junto do seu médico assistente. No entanto, ao oferecer-se para dar sangue, será submetido a um exame clínico no decurso do qual o médico lhe aconselhará a atitude correcta, sempre pensando na preservação da sua saúde e bem-estar.

Uma pessoa sentada num sofá. O sangue doado não irá fazer-me falta?

Não. Num adulto normal existem entre 5 e 6 litros de sangue. Uma pessoa saudável pode dar sangue regularmente sem que esse facto prejudique a sua saúde. No decorrer da dádiva ser-lhe-ão colhidos cerca de 450ml de sangue, o que corresponde a menos de 10% do volume total de sangue do seu organismo.

Uma pessoa no seu momento de ócio. O meu tipo sanguíneo será mesmo necessário?
Todos os tipos de sangue são necessários, mesmo aqueles que são mais comuns. Basta que se lembre que você mesmo pode precisar de sangue!

Uma pessoa com medo. Conseguirei ultrapassar o meu receio de dar sangue?

Uma grande parte das pessoas sentem receio de dar sangue quando vão efectuar a sua dádiva pela primeira vez.
Mas, logo depois perdem esses receios e a dádiva de sangue torna-se natural e simples. Observe o à-vontade e a descontracção das pessoas que regularmente vão dar sangue e tire as suas conclusões.

Um jovem e de um adulto conversam. Ainda não atingi a maioridade. Poderei dar sangue?
Não. Para ser dador de sangue, terá de ter idade compreendida entre os 18 e os 65 anos (até aos 60 anos se for uma primeira dádiva) e ter hábitos de vida saudáveis.

Uma pessoa com peso a mais. O meu peso será suficiente para ser dador de sangue?

Qualquer pessoa com peso igual ou superior aos 50 kg pode dar sangue. Confie no critério experimentado e seguro do especialista que lhe vai fazer o exame clínico.

Um homem mostra algo escrito numas folhas a outro. Já dei sangue este ano. Posso repetir a dádiva?

Sim. Pode repetir a dádiva sem qualquer inconveniente para a sua saúde e bem-estar. Qualquer pessoa pode dar sangue várias vezes por ano (os homens de 3 em 3 meses e as mulheres de 4 em 4 meses). Esta informação tem uma base científica segura e recolhe uma vasta experiência de muitos anos, abarcando milhões de dádivas em todas as partes do mundo.

Uma pessoa a pedir dinheiro. É permitida a venda de sangue?

Não. A venda ou comercialização do sangue está proibida por lei. Apenas poderão ser cobradas as despesas relativas ao processamento do sangue, isto é, os custos de material e exames laboratoriais necessários à preparação do sangue, para que este possa ser transfundido com a maior segurança.

Uma pessoa sentada num sofá com aspecto cansado. Após a dádiva sentir-me-ei enfraquecido?

Não. Apenas lhe são colhidos cerca de 450ml de sangue. As proteínas e as células sanguíneas existentes neste volume são rapidamente repostas em circulação pelo organismo. Momentos após a dádiva de sangue, qualquer pessoa pode voltar à sua ocupação normal. Contudo, algumas actividades como por exemplo as exercidas por pilotos de avião, maquinistas de comboio e mergulhadores não devem ser exercidas nas horas seguintes à dádiva.

Várias pessoas em fila. Sei que já existem muitas pessoas que dão sangue. A minha dádiva irá fazer diferença?

É verdade que já existem muitas pessoas que dão sangue, mas a procura de sangue, de componentes e derivados não pára de aumentar, graças aos progressos da ciência médica e à crescente extensão dos benefícios de uma assistência que se pretende de melhor qualidade,  a um número cada vez maior de pessoas. As necessidades terapêuticas dos doentes exigem cada vez mais dadores, isto é, pessoas em boas condições de saúde e com hábitos de vida saudáveis, como você.

Uma pessoa com dúvidas a ler o jornal. Onde posso dar sangue?

Muito facilmente: dirija-se ao Instituto Português do Sangue,IP – Centros Regionais de Sangue de Lisboa, Porto e Coimbra ou ao Hospital mais próximo, com serviço de colheita. A sua visita será sempre bem recebida e terá todas as informações que desejar.

Três pessoas sentadas à mesa. Não tenho muito tempo livre. Quanto tempo terei de dispender para dar sangue?

Todo o percurso da dádiva iniciando-se na inscrição, passando pela triagem clínica, colheita e terminando na refeição, demora cerca de 30 minutos. Se por um instante pensar no bem que faz com a sua dádiva de sangue, rapidamente concluirá que a falta de tempo não é uma boa razão: verá que não está tão ocupado como julga.

Uma pessoa triste com uma mão que lhe aponta o dedo. Poderei ser recusado como dador de sangue?

Sim. Poderá ficar suspenso por múltiplas razões. Por isso é que a triagem clínica se reveste de tanta importância pois aqui o médico, ao avaliar o seu estado geral de saúde, procura salvaguardar o seu bem-estar e o do receptor.

Uma pessoa intimidada com uma mão que lhe aponta o dedo. A dádiva de sangue é uma obrigação?

Ninguém é obrigado a dar sangue e ninguém deve ser pressionado a isso. A dádiva de sangue é um acto livre e voluntário de pessoas de bem, habituadas a pensar nos outros. Nas esqueça, no entanto, que muitas pessoas precisam do sangue que só você pode dar, porque é saudável!

Uma pessoa com dinheiro. Se algum dia precisar de sangue, ao recorrer a um serviço privado terei acesso ao sangue que necessitar?

Sim. Todos os cidadãos, independentemente das condições económicas e sociais em que se encontrem e da Instituição de saúde onde se encontrem hospitalizados, têm igual acesso à utilização terapêutica do sangue dos seus componentes e derivados. No entanto, cabe aos cidadãos, o dever social de contribuírem para as necessidades colectivas em sangue. Para que tudo funcione bem e sem riscos, o sangue deve estar à espera do doente e não o contrário.

Uma pessoa triste. Será que o meu sangue presta?

Uma amostra do seu sangue será analisada. Se for detectada alguma alteração ser-lhe-á dado conhecimento e informação sobre as medidas a tomar.

 Uma pessoa feliz com a vida a descansar. Causa-me transtorno deslocar-me para dar sangue. Haverá outra forma de poder contribuir com a minha dádiva?

Pode escolher o dia e a hora que mais lhe convier. Nos Centros Regionais do Instituto Português do Sangue,IP pode dar sangue: Lisboa – dias úteis e Sábados das 8:00h às 19:30h; Porto – dias úteis das 9:00h às 19:00h e Sábados das 9:00h às 13:00h; Coimbra – dias úteis das 8:00h às 20:00h e Sábados das 8:00h às 13:00h.  Com os exames prévios e a dádiva em si, o tempo despendido em média é de 30 minutos. No entanto, se de todo for impossível, contacte-nos. Poderemos ir ao seu local de trabalho, particularmente se quiser colaborar connosco, divulgando esta ideia e motivando alguns colegas de trabalho a dar também sangue.

Uma pessoa zangada. Poderei dar sangue apenas quando alguém próximo de mim precisar dele?

Sim. No entanto, lembre-se de que um dia pode precisar de sangue e será alguém desconhecido para si, que o ajudará. Em situações de catástrofe, geralmente, não falta o sangue. As carências reais, muitas vezes dramáticas, sentem-se no dia-a-dia dos serviços de sangue. Na verdade, algo está mal se é o doente que está à espera do sangue e não o sangue à espera do doente.

Uma pessoa inquiridora. Poderei ausentar-me do meu local de trabalho para dar sangue?
Sim. Desde que lhe seja concedida autorização para o afastamento das suas actividades. Informe-se, junto sa sua entidade patronal, sobre as respectivas condições.

In www.ipsangue.org





Posso dar sangue?

3 03 2010

Pode dar sangue se tiver bom estado de saúde, hábitos de vida saudáveis, peso igual ou superior a 50kg e idade compreendida entre os 18 e os 65 anos.  Para uma primeira dádiva, o limite de idade é aos 60 anos.

Os homens podem dar sangue de 3 em 3 meses (4 vezes/ano) e as mulheres de 4 em 4 meses (3 vezes/ano) sem qualquer prejuízo para si próprios. Uma unidade de sangue total representa aproximadamente 450ml. Cada pessoa tem em circulação 5 a 6 litros de sangue, dependendo da sua superfície corporal. O sangue doado é rapidamente reposto pelo nosso organismo. Não há qualquer possibilidade de contrair doenças através da dádiva de sangue, pois todo o material utilizado é estéril e descartável e usado uma única vez.

Para sua segurança não dê sangue se:

  • alguma vez utilizou drogas por via endovenosa;
  • teve contactos sexuais a troco de dinheiro ou drogas;
  • sendo homem ou mulher, teve contactos sexuais com múltiplos(as) parceiros(as).

Se foi parceiro sexual de:

  • qualquer dos grupos anteriores;
  • seropositivo para o Vírus de Imunodeficiência Humana – VIH;
  • portador crónico do Vírus da Hepatite B e Hepatite C – VHB, VHC.

E, ainda se:

  • tem história familiar de Doença de Creutzfeldt-Jakob e variante – DCJ, vDCJ;
  • fez tratamento com hormona de crescimento, pituitária ou gonadotrofina de origem humana;
  • fez transplante de córnea ou dura-máter;
  • fez transfusão;
  • tem Epilepsia, Diabetes insulino-dependente ou Hipertensão grave;
  • teve Paludismo/Malária nos últimos 3 anos;
  • teve parto nos últimos 6 meses; está a amamentar (adiar 3 meses após cessar o aleitamento);
  • foi operado nos últimos 6 meses;
  • fez endoscopia nos últimos 6 meses;
  • fez tatuagem ou piercing nos últimos 6 meses;
  • teve um novo(a) parceiro(a) sexual nos últimos 6 meses.

in www.ipsangue.org

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